Modelo de análise de causas raiz
Para um grupo de doze a vinte pessoas que partilham um problema. Conduz-se num mural de fichas num dia, ou online em poucas horas efetivas, repartidas como o grupo preferir. Cada fase tem uma regra que a mantém honesta. Este é o modelo que este site conduz; os números são os que se mediu funcionarem.
0 · A perguntaUma frase, sobre causas, não sobre soluções. «O que está a provocar os atrasos nas entregas em toda a região?» — não «como resolvemos os atrasos». Escreva-a onde todos a possam ver durante toda a sessão.
1 · Geração 45–90 min
Cada pessoa escreve causas em cartões, sozinha, uma causa por cartão, antes de ler os de qualquer outra pessoa. Regra: escrever primeiro, ler depois — um cartão escrito depois de ler o mural não é independente. Conte com 50–100 cartões de quinze pessoas.
2 · Esclarecimento 60–120 min
Cada autor diz o que o seu cartão significa; os outros podem perguntar o que significa. Regra: nenhum juízo — ninguém diz se um cartão está certo, se é importante ou se é melhor do que outro. Funda dois cartões só quando os dois autores concordarem que dizem a mesma coisa.
3 · Agrupamento 45 min
Agrupe os cartões que partilham um tema. Regra: um agrupamento forma-se quando as pessoas que colocaram os cartões concordam que eles pertencem ao mesmo conjunto — a opinião de uma só pessoa não chega. Dê nome aos agrupamentos no fim. Os nomes ajudam as pessoas a ler o mural inteiro e a votar em vários temas; nunca são eles próprios votados nem estruturados — os cartões é que são.
4 · Seleção 15 min
Alguns autocolantes por pessoa, um por cartão, em silêncio. Fique com o topo da lista — tantos quantos um grupo consegue estruturar, ou seja, uns quinze. Regra: reserve alguns lugares para cartões que não receberam autocolantes, mas que alguém consiga sustentar com uma fonte — uma causa em que ninguém votou pode mesmo assim ser a raiz.
5 · Estruturação 2–4 horas; o coração do processo
Para cada par de cartões da lista restrita, pergunte: será que A influencia significativamente B? Regra: uma ligação só fica decidida quando três quartos dos votantes concordam; um par que não chegue a isso num sentido nem no outro é registado como disputado, nunca como «não». Salte os pares já implícitos (se A→B e B→C estão decididos, A→C também está). Com quinze cartões são 210 perguntas antes de saltar; na prática, 60–90. Quinze é o número desta folha, escolhido para que uma sessão caiba numa tarde; a plataforma estrutura todos os cartões que receberam um voto.
6 · Mapa 30 min
Desenhe as ligações. Ponha cada cartão abaixo de todos os cartões que ele influencia. Os cartões no fundo, sem nada abaixo deles, são as causas raiz. Liste os pares disputados ao lado do mapa.
7 · Ações 60 min
Proponha ações. Para cada ação e cada raiz, pergunte se a ação mexe nessa raiz, com os mesmos 75%. Regra: uma ação que não mexe em nenhuma raiz não é uma ação sobre causas raiz, resolva o que resolver.
Os números por trás das regras
Doze a vinte pessoas, porque é esse o tamanho que uma sala consegue ler como um só mural e discutir como uma só conversa — em simulação, painéis de quinze encontram 4,9 de cinco causas conhecidas com a fasquia de 75%, e uma fasquia fixa só começa a fazer falhar painéis quando fica muito acima daquilo em que o painel consegue concordar. Setenta e cinco por cento em vez de uma maioria simples, porque uma maioria simples certifica uma ligação quando oito em quinze pendem para esse lado, e é daí que vêm as ligações erradas: decidir os pares por maioria simples encontra 2,7 de cinco causas, decidi-los a 75% — com nova votação, e uma divisão registada como disputada em vez de forçada — encontra 4,3. Cinco lugares reservados, porque uma sala que ordena apenas pelo que sente não encontra nenhuma das causas reais pela votação, e encontra 2,9 de cinco com os lugares.
Para uma sala maior, divida-a em grupos e funda os mapas —
este site faz isso para qualquer número de grupos. Métodos comparados ·
Um exemplo prático